quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ponto da Gastrite - Acupuntura


Por que a boca do estômago fica dolorida quando o estômago não vai bem?
Por que tratando este ponto, as funções da víscera melhoram?
Entre os tsubôs (pontos de acupuntura, moxabustão, DO-IN e shiatsu) merecem destaque os pontos de alerta (ou alarme).
São pontos no tórax que, quando doloridos, inferem algum problema ou dificuldade visceral: alertam que a víscera reflexa ou sua função não estão funcionando saudavelmente.
M
Meridiano
Ponto de alerta

P
Pulmão
P1
IG
Intestino Grosso
E25
E
Estômago
VC12
BP
Baço-pâncreas
F13
C
Coração
VC14
ID
Intestino Delgado
VC4
B
Bexiga
VC3
R
Rim
VB25
CS
Circulação-sexo
CS1

TA

Triplo Aquecedor
VC17
VC15
VC7
VB
Vesícula Biliar
VB23
F
Fígado
F14

ESTÔMAGO
O mais famoso ponto de alerta é o tsubô VC12, ponto gatilho do músculo retoabdominal e chakra do estômago. Localiza-se exatamente entre o processo xifóide e o umbigo, a quatro tsuns de cada um desses acidentes anatômicos.
Os antigos perceberam a relação entre esse ponto e a víscera e, como não encontraram outra explicação, concluíram que a energia que circula nela passaria por esse ponto. A Anatomia não encontrará relação (a víscera não tem nenhum neurônio, fáscia ou músculo em comum com o ponto), deixando o fenômeno a cargo da neuroanatomia embrionária.
No desenvolvimento embrionário humano, os segmentos neurológicos que deram origem aos neurônios, por vezes, enervaram vísceras, músculos e segmentos de pele. Como o estômago, os músculos retoabdominal e diafragma e a região de pele chamada de boca do estômago.
Reações orgânicas ao medo e situações de ameaça acionam continuamente os músculos diafragma e retoabdominal; a situação promove reação no neurônio do estômago, provocando aumento na produção de suco gástrico; por sua vez aparece a gastrite duodenal ou estomacal; a irritação da mucosa gástrica inclui a irritação dos neurônios estomacais; estes neurônios não sentem dor porque não têm terminais nociceptores, mas são estimulados pelo ácido gástrico; este quadro promove irritação dos neurônios do outro músculo associado, o reto abdominal; o músculo do estômago está envolvido em regurgitações (vômitos) mas as crises gástricas incluem outros músculos: o reto abdominal e o diafragma; o ponto sensível é o tsubô VC12.
Sabemos que o caminho inverso é atuante: acupuntura, imposição de mãos, moxabustão, protocolos aderidos ou apenas tirinhas de esparadrapo, massagens, enfim, qualquer protocolo que provoque aumento metabólico ou relaxamento de pelo menos um dos músculos (diafragma ou retoabdominal) afeta diretamente a produção de suco gástrico e a respiração. 
Mas nossa cultura insiste em tratar gastrites apenas com remédios e apenas quando isto não satisfaz ao cliente é que os outros recursos são requisitados.
Protocolos eficazes no tratamento da gastrite
Tenho reparado que a fitoterapia se destaca neste tratamento. Ervas como espinheira santa, saião, sumo de bananeira e, especialmente, óleo de copaíba, quando tomados nos horários certos, costumam promover cura do mal.
Jamais dispenso as técnicas de meditação e similares porque conseguem afetar os fatores que promovem o mal.
Todos os protocolos aplicados sobre o ponto VC12 (boca do estômago) conseguem relaxar o reto abdominal e, consequentemente, afetar as funções viscerais. Como massagem, moxabustão, do-in, esparadrapo com ou sem algum ponto quartzo ou similar e até apenas a imposição das mãos.
Você viu estas pesquisas?
Como a ação sobre os dermátomos afeta as funções viscerais? Que protocolos são mais eficazes? Como as técnicas de consciência corporal, como meditação e dança, afetam as funções estomacais? Como as psicoterapias afetam as funções viscerais?
Elas poderiam:
Reduzir o consumo de remédios.
Ampliar os recursos no tratamento da gastrite.
Aumentar a qualidade de vida

Leitura complementar: Pontos de Alarme


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